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No banco da Eternidade

Achei um aviso assim:

Perseverança no bem

Dá dividendo sem fim.

Boris Freire

Meu filho, se procuras a bênção da felicidade, não te esqueças de que o Reino do Céu começa em nosso próprio coração e de que o primeiro lugar onde devemos trabalhar por ele é na própria casa onde vivemos.

A alegria verdadeira nem sempre é daqueles que dominam, mas nunca se aparta das almas generosas que aprendem a espalhar o bem.

Se queres que a tranqüilidade te acompanhe, busca ser útil.

Por que foges de teu pai, quando, cansado e abatido, mostra uma fisionomia preocupada? Por que te afastas da mãezinha, quando observas o orvalho das lágrimas em seus olhos?

Aproxima-te deles e faze-lhes sentir que tens um coração compreensivo e amoroso.

Um fio d’água transforma o deserto em oásis.

Um gesto de carinho opera milagres.

Quanta gente espera construir o Reino de Deus, acendendo fogueiras de entusiasmo na praça pública e esquecendo no frio da indiferença aqueles que o Céu lhes confiou!…

Guarda a paz contigo, a fim de que a possas distribuir.

Entre as paredes do lar, Deus situou a nossa primeira escola.

Se não sabemos exercer a tolerância e a bondade com cinco ou dez pessoas, que esperam pelo nosso entendimento e pelo nosso auxílio, debalde ensinaremos o caminho do bem-estar para os outros.

O primeiro degrau do Paraíso chama-se Gentileza.

Aprende a ajudar para que outros te ajudem e, onde estiveres, serás sempre um valoroso operário na edificação do Reino Divino.

*
APONTAMENTO

Toda bondade mais simples,
Sincera, nobre, leal,
Ajuda na construção
Do Reino Celestial.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pai Nosso. Ditado pelo Espírito Meimei. 19 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.
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Frans HalsFrans Hals, “GAROTA CIGANA”, 1628-1630, óleo s/madeira.

E movendo as mãos que espancam

Sem pensar, quase sempre,

jazem sofrimentos ocultos ou

influências obsessivas que as fazem desvairar.

Meimei

Em toda a Criação vibra a mensagem paternal da ordem divina.

A pequenina planta, alçando-se em busca da energia solar que a sustenta.

O astro-rei, girando submisso em torno de outro que lhe serve de berço.

O verme, rastejando na limitação dos recursos de que dispõe. As águas domadas nas represas, produzindo força elétrica que movimenta o progresso.

*
Quando o desrespeito irrompe na máquina da ordem, campeiam a tormenta e o desequilibrio.

A ordem é irmã gêmea da disciplina que sustenta a produção e inspira o progresso.

Em ti mesmo, a reencarnação significa escola de iluminação, mas também cárcere disciplinar, em cuja oportunidade adquires recursos e valores que te propiciam liberdade e ascensão.

Teus ruidos incomodam os vizinhos, que te observam com desagrado.

Tuas irritações contaminam os amigos, que se encolerizam.

Tuas agressões à lei ferem a sociedade, que te cerceia a liberdade de ação.

Na mesma razão, tuas lutas enobrecedoras tornam-se conhecidas.

Os sorrisos sadios que distribuis, espalham contentamento.

As doações de amizade pura enriquecem os companheiros das lides.

Os celeiros da esperança, que abres aos transeuntes, fartam muitos corações.

No entanto, necessitas de disciplinar o receber, tanto quanto metodizar o dar.

Não receberás da Vida Fecunda concessões indébitas, em detrimento de outros Espíritos.

Porque desejes mudar a rota solar para fruir maior dose de luz e calor este não mudará o seu rumo para atender-te; segue a trilha gigante que o disciplina na órbita e o submete.

Educas o animal inferior para utilizá-lo nos serviços domésticos. No entanto o cão que defende um lar é o mesmo que ataca o invasor da propriedade. Disciplina do instinto.

A madeira que serve de leito é irmã da palmatória que pune. Disciplina para o uso.

A água, que atende a sede, nasce na mesma fonte da que dá o veículo para o veneno. Disciplina na utilidade.

A mão que aplaude é a mesma que fere, Indisciplina de aplicação, porque o corpo é servo da vontade.

Considera, ainda, que o vaso útil para as necessidades domésticas nasceu do barro lodacento.

A forma que recebe a pasta alimentar é utensílio surgido da folha de flandre humilde.

A luz elétrica, que clareia, surge na força ciclópica que estava a perder-se.

*
Para preencher a função a que se destina, cada coisa necessita da adaptação que a disciplina impõe.

Como disciplina, entende-se o conjunto de deveres nascidos na ordem imposta ou consentida.

Mesmo a Verdade, para chegar ao homem, é dosada em quotas que o vitalizam.

A luz solar, que distende a vida sobre a terra, é filtrada e medida para atender às necessidades previstas pelo Pai Celeste, sem causar danos.

A felicidade do homem decorre, pois, da disciplina que este se impõe.

Educação da vontade.

Correção dos atos.

Moderação da voz.

Dominio dos impulsos.

Ordem nas atividades e deveres, mantendo um alto padrão de respeito e moderação nas tarefas naturais.

Recorda, assim, a expressão do Mestre Jesus: “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento.”

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Messe de Amor. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4 edição. Salvador, BA: LEAL. 1984.

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Frans Hals

Frans Hals, “RETRADO DE  MULHER SENTADA PRESUMIDAMENTE MARIA VERNATTI”

Inútil gritar contra as próprias dívidas.
Imperioso examiná-las com serenidade,
para configurar com elas a maneira
mais segura de pagamento.

Albino Teixeira

“Aparte-se do mal, e faça o bem;
busque a paz, e siga-a.”
Pedro. (I Pedro, 3:11.)

A indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um campo imenso de obrigações.

Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.

Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias sagradas, ignoramos como procurar a tranqüilidade consoladora. Esta é a situação real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.

A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.

Nosso esforço deve convergir para a grande realização.

Dilacere-se-nos o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la. E tão logo alcancemos as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão-somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Vinha de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Lição 27. Edição Internet baseada na 14a edição.(Download do livro em http://www.febnet.org.br). Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1996.

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Frans HalsFrans Hals “O BEBEDOR ALEGRE”, 1628-1630, óleo s/tela,  81 x 66.5 cm.

 

Convença-se e que você somente solucionará

os seus problemas se não fugir deles.

André Luiz

Quando Barsabás, o tirano, demandou o reino da morte, buscou debalde reintegrar-se no grande palácio que lhe servira de residência.

A viúva, alegando infinita mágoa, desfizera-se da moradia, vendendo-Ihe os adornos.

Viu ele, então, baixelas e candelabros, telas e jarrões, tapetes e perfumes, jóias e relíquias, sob o martelo do leiloeiro, enquanto os filhos querelavam no tribunal, disputando a melhor parte da herança.

Ninguém lhe lembrava o nome, desde que não fosse para reclamar o ouro e a prata que doara a mordomos distintos.

E porque na memória de semelhantes amigos ele não passava, agora, de sombra, tentou o interesse afetivo de companheiros outros da infância…

Todavia, entre eles encontrou simplesmente a recordação dos próprios atos de malquerença e de usura.

Barsabás, entregou-se as lágrimas de tal modo, que a sombra lhe embargou, por fim, a visão, arrojando-o nas trevas.

Vagueou por muito tempo no nevoeiro, entre vozes acusadoras, até que um dia aprendeu a pedir na oração, e, como se a rogativa lhe servisse de bússola, embora caminhasse às escuras, eis que, de súbito, se lhe extingue a cegueira e ele vê, diante de seus passos, um santuário sublime, faiscante de luzes.

Milhões de estrelas e pétalas fulgurantes povoavam-no em todas as direções.

Barsabás, sem perceber, alcançara a Casa das Preces de Louvor, nas faixas inferiores do firmamento.

Não obstante deslumbrado, chorou, impulsivo, ante o Ministro espiritual que velava no pórtico.

Após ouvi-lo, generoso, o funcionário angélico falou sereno:

- Barsabás, cada fragmento luminoso que contemplas é uma prece de gratidão que subiu da Terra …

- Ai de mim – soluçou o desventurado – eu jamais fiz o bem…

- Em verdade – prosseguiu a informante -, trazes contigo, em grandes sinais, a pranto e a sangue dos doentes e das viúvas, dos velhinhos e órfãos indefesos que despojaste, nos teus dias de invigilância e de crueldade; entretanto, tens aqui, em teu crédito, uma oração de louvor…

E apontou-lhe acanhada estrela, que brilhava a feição de pequenino disco solar.

- Há trinta e dois anos – disse, ainda, o instrutor -, deste um pão a uma criança e essa criança te agradeceu, em prece ao Senhor da Vida.

Chorando de alegria e consultando velhas lembranças, Barsabás perguntou:

- Jonakim, o enjeitado?

- Sim, ele mesmo – confirmou a missionário divino. – Segue a claridade do pão que deste, um dia, por amor, e livrar-te-ás, em definitivo, do sofrimento nas trevas.

E Barsabás acompanhou a tênue raio do tênue fulgor que se desprendia daquela gota estelar, mas, em vez de elevar-se as Alturas, encontrou-se numa carpintaria humilde da própria Terra.

Um homem calejado aí refletia, manobrando a enxó em pesado lenho…

Era Jonakim, aos quarenta de idade.

Coma se estivessem as dois identificados no doce fio de luz, Barsabás abraçou-se a ele, qual viajante abatido, de volta ao calor do lar… (…)

Decorrido um ano, Jonakim, a carpinteiro, ostentava, sorridente, nos braços, mais um filhinho, cujos louros cabelos emolduravam belos olhos azuis.

Com a benção de um pão dado a um menino triste, por espírito de amor puro, conquistara Barsabás, nas Leis Eternas, o prêmio de renascer para redimir-se.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: O Espírito da Verdade. Ditado pelo Espírito Irmão X. 3 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1977.

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Frans HalsFrans Hals, “RETRATO DE UM HOMEM”, possivelmente Nicolaes Hasselaer,

óleo sobre tela, 79.5 x 66.5 cm.

Ninguém susta golpes da ofensa
com pancadas de revide,
tanto quanto ninguém apaga fogo
a jorros de querosene.

Emmanuel

Anote quanto auxílio poderá você prestar ainda hoje. Em casa, pense no valor desse ou daquele gesto de cooperação e carinho.

No relacionamento comum, faça a gentileza que alguém esteja aguardando conforme a sua palavra.

No grupo de trabalho, ouça com bondade a frase menos feliz sem passá-la adiante.

Ofereça apoio e compreensão ao colega em dificuldade.

Estimule o serviço com expressões de louvor.

Quanto puder, procure resolver problemas sem alardear seu esforço.

Em qualquer lugar, pratique a boa influência.

Desculpe faltas alheias, consciente de que você também pode errar.

Observe quanto auxílio poderá você desenvolver no trânsito, respeitando sinais.

Acrescente paz e reconforto à dadiva que fizer.

Evite gritar para não chocar a quem ouve.

Pague a sua pequena prestação de serviço à comunidade, conservando a limpeza, por onde passe.

Sobretudo, mostre simpatia e reconhecerá que o seu sorriso, em favor dos outros, é sempre uma chave de luz para que você encontre novas bênçãos de Deus.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Amanhece. Ditado pelo Espírito André Luiz. GEEM.

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Frans Hals

Frans Hals "The Laughing Cavalier", óleo s/tela, 83 x 67 cm.

Orações!

Pai Nosso! Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o vosso nome, vem a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos daí hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, não nos deixei cair em tentação mas livrai-nos do mal. Amém.

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