Evangelho e Espiritismo

 

Por: Emmanuel

Todos aqueles que negam a feição religiosa do Espiritismo, recusando-lhe a posição de Cristianismo Restaurado, decerto, ainda não abarcaram, em considerações mais amplas, a essência evangélica em que se estruturam os princípios, nos mais íntimos fundamentos.
 Examinemos, pela rama, alguns dos pontos mais importantes de formação do Testamento Kardequiano:

 “O Livro dos Espíritos”, que se popularizou com mil e dezoito questões, sabiamente explanadas, não obstante os primores filosóficos de que se compõe, é um código de responsabilidade moral, iniciando com duas posições, acerca de Deus e do Infinito, e rematando com outras duas, que se reportam ao reino de Cristo nos corações e no reinado do bem, no caminho dos homens.

“O Livro dos Médiuns”, volume de metodologia para intercâmbio entre encarnados e desencarnados, apresenta, de entrada, valiosa argumentação, alusiva à existência do Mundo Espiritual, e reúne, no encerramento, diversas comunicações de individualidades desencarnadas, ao mesmo tempo que nos convida a exame sério e imparcial de todas as mensagens recolhidas do Além, por via mediúnica, salientando-se que a primeira página da seleção exposta começa com significativa advertência de Agostinho: “Confiai na bondade de Deus e sede bastante clarividentes para perceberdes os preparativos da vida nova que ele vos destina”.

“O Evangelho segundo o Espiritismo” abre as próprias elucidações com judiciosos apontamentos, em torno de Moisés e da Lei Antiga, compendiando, em seguida, os ensinos de Jesus, em todo o texto para concluir, alinhando comovedores poemas de exaltação à prece.
       
 “O Céu e o Inferno”, tomo de cogitações francamente religiosas, segundo a definição do título, começa analisando o porvir humano, do ponto de vista espiritual, e termina com o ditado de José, o cego, espírito de evolução mediana que encarece a necessidade do sofrimento no serviço expiatório da consciência culpada e destaca a excelência da reencarnação, na Justiça Divina. 
     
  “A Gênese”, o livro final da codificação e que enfeixa arrojadas teses de ciência e filosofia, enfileira dezoito capítulos, com mais de cem artigos, dos quais mais da têrça parte se referem exclusivamente a passagens e lições do Divino Mestre, acrescendo notar que a obra principia, aceitando o Espiritismo em sua missão de Consolador prometido, com a função de explicar e desenvolver as instruções do Cristo, e despede-se com admiráveis reflexões sobre a geração nova e regeneração da Humanidade.

Cremos de boa fé que todos os companheiros, propositadamente distanciados da tarefa religiosa do Espiritismo, assim procedem, diligenciando imunizar-nos contra a superstição e o fanatismo, que a plataforma libertadora da própria Doutrina Espírita nos obriga a remover, mas, sinceramente, não entendemos a Nova Revelação sem o Cristianismo, a espinha dorsal em que se apóia. Isso acontece, porque se após dezenove séculos de teologia arbitrária, não chegaríamos a compreender agora, no mundo, o Evangelho e Jesus Cristo, sem Allan Kardec, manda a lógica se proclame que o Espiritismo e Allan Kardec se baseiam em Jesus Cristo, de ponta a ponta.

 

Do Livro: Opinião Espírita – 60
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