DECÁLOGO DO BOM ÂNIMO Por André Luiz e Chico Xavier

DECÁLOGO DO BOM ÂNIMO

Por André Luiz e Chico Xavier

 

1 – Dificuldades?

Não perca tempo lamuriando. Trabalhe.

2 – Críticas?

Nunca aborrecer-se com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.

3 – Incompreensões?

Não busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. Facilite o caminho.

4 – Intrigas?

Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.

5 – Perseguições?

Jamais revidá-las. Perdoe esquecendo.

6 – Calúnias?

Nunca enfurecer-se contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.

7 – Tristezas?

Afaste-se de qualquer disposição ao desânimo. Ore abraçando os próprios deveres.

8 – Desilusões?

Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.

9 – Doenças?

Evite a irritação e a inconformidade. Raciocine nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.

10 – Fracassos?

Não acredite em derrotas. Lembre-se de que, pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo – o tempo de hoje, no qual você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.

 

(Mensagem de André Luiz, extraída do livro “Coragem”,

psicografado por Chico Xavier,

Editora CEC.)

150 anos da obra “O Céu e o Inferno”

Enviado em 31 de julho de 2015 | Publicado por Juliana Chagas

o ceu e o infernoO obra “O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo” é o quarto livro do chamado “pentateuco de Kardec” e foi lançado em Paris no dia 1º de agosto de 1865, portanto, este ano, em que se comemoram os 150 anos de lançamento dessa obra, cabe aos espíritas a excelente oportunidade de estudar com profundidade as valiosas lições do livro em questão.

O livro, segundo o próprio Allan Kardec, contém “o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, as penas e as recompensas futuras, os anjos e os demônios, as penas eternas, etc., seguido de numerosos exemplos sobre a situação real da alma durante e após a morte”.

O Espiritismo parte da premissa de que Deus é amor infinito e soberanamente justo, portanto, não poderia gerar um local de sofrimento eterno e não criaria espíritos em condições de privilégio, como, por exemplo, os anjos, os serafins, os querubins e os arcanjos.

Vamos entendendo que somos o autor do nosso destino e que fomos criados simples e ignorantes, de forma que todos, sem exceção, atingiremos a plenitude, sendo que poderemos retardar ou apressar esse estado evolutivo da alma, através dos acertos ou erros, e a reencarnação é o método pedagógico criado por Deus para permitir que essa fatalidade divina, a perfeição relativa, aconteça para todos.

Assim sendo, nós seremos situados pela providência Divina em algum lugar, e se não há limites para um bom local, o mal local será transitório, então Céu e Inferno serão resultados dos estados íntimos da alma, quer ela esteja no corpo ou fora dele.

Cabe-nos administrar o Céu e o Inferno dentro de cada um de nós.

O orai e vigiai deve ser uma constante, pois estamos expostos a energias de toda ordem, o que nos convida a alinharmos os nossos pensamentos e atitudes com as causas do bem.
O ideal é estarmos conectados sempre com a realidade, encarando os momentos de crises como oportunidades de aprendizado.

As dificuldades e desafios, assim como as alegrias e a prosperidade, nos visitaram de tempos em tempos. E para que possamos tirar o devido proveito de cada momento, é recomendável exercitarmos a nossa resiliência, ampliando o nosso olhar, crescendo sempre que superarmos um obstáculo.

Em várias passagens do Evangelho, Jesus nos estimula para que sejamos o sal da Terra e a luz do Mundo.

À semelhança do sal, que possamos temperar a nossa vida com uma pintada maior deste “Céu” interior e assim influenciarmos aqueles que caminharem ao nosso lado.

Um Curso Básico de Vida

Enviado em 12 de fevereiro de 2015 | No programa: Além do Arco-Íris | Escrito por Richard Simonetti | Publicado por Rádio Boa Nova

Conta-se que Licurgo foi convidado a falar sobre a educação. O grande legislador de Esparta aceitou, mas pediu um ano para preparar o material que iria apresentar. Por que um homem tão sábio ocuparia tanto tempo para compor simples exposição de ideias?

Mulher no campo

Exigência aceita, prazo cumprido, ei-lo diante da multidão que compareceu para ouvir-lhe os conceitos. Trazia duas gaiolas. Numa estavam dois cães; duas lebres na outra.

Sem nada dizer, tirou um animal de cada gaiola, soltando-os. Em instantes o cão estraçalhou a lebre. Libertou em seguida os restantes. O público estremeceu, antevendo nova cena de sangue.

Surpresa: o cão aproximou-se da lebre e brincou com ela. Esta correspondeu, sem nenhum temor, às suas iniciativas.

− Aí está senhores − esclareceu Licurgo − por que pedi prazo tão extenso, preparando esses animais. O melhor discurso é o exemplo. O que mostrei exemplifica o que pode a educação, que opera até mesmo o prodígio de promover a confraternização de dois seres visceral e instintivamente inimigos.

Harmonizar o cão e a lebre para uma convivência pacífica demandou doze meses. Quanto tempo levará o espírito humano para harmonizar-se com a Vida? Milênios, sem dúvida, mesmo porque o homem terrestre vive o estágio do sonambulismo existencial, alheio às questões fundamentais: quem é? De onde veio? O que faz no Mundo? Para onde vai?

Enredado na rotina, acomoda-se em perturbador imobilismo, gerando frequentes impasses evolutivos − um estacionamento na indiferença, prisioneiro de suas mazelas.

Isso ocorre particularmente no Plano Espiritual em regiões umbralinas, onde estagiam multidões inconsequentes e indisciplinadas, sem outra motivação que a de satisfazer seus impulsos egocêntricos. Por isso a reencarnação é tão importante.

A bênção do recomeço, sem lembranças do passado, ajudando o Espírito a eliminar paixões e fixações que precipitaram seus desvios.

Esse aprendizado é marcado por uma fase sabiamente programada por Deus − a infância, período em que o reencarnante situa-se receptivo aos estímulos que recebe, passíveis de influenciá-lo em favor da própria renovação.

Os pais assustam-se ao tomarem conhecimento do assunto. Afinal, eles próprios trazem suas perplexidades e limitações. Consideremos, entretanto, que o Criador não confiaria a paternidade a pessoas inabilitadas. Seu exercício implica muito mais em consciência do que competência.

Licurgo exemplificou com competência o que pode a educação.

Pais educam seus filhos com a simples consciência de que é preciso exemplificar. Tudo o que é virtuoso, bom, justo, honesto, verdadeiro, podemos ensinar-lhes com o simples empenho de guardar comportamento compatível.

Nesse contexto assusta saber que há multidões de crianças sob os cuidados de pessoas que não têm a mínima condição para dar-lhes educação adequada, por falta de recursos e, sobretudo, porque elas próprias são deseducadas.

Pior − há crianças que vivem nas ruas, sem família, sem amparo, sem orientação, à margem da sociedade.

Que benefício colhe o Espírito que transita pela infância em tal situação, colhendo, não raro, péssimas influências?

Não estaria melhor na espiritualidade?

Não seria conveniente aguardar um berço amigo?

Podemos responder lembrando que há ótimas escolas, bem equipadas, professores competentes, instalações excelentes… E há escolas que funcionam precariamente, com escassos recursos, corpo docente sem experiência…

Talvez fosse conveniente fechar estas últimas…

Ninguém dotado de bom senso cogitaria de semelhante iniciativa. Uma escola fraca é sempre melhor do que a ausência dela.

Assim, no educandário terrestre, ainda que o ambiente não seja o ideal, que os professores sejam falhos, que as condições deixem a desejar, o Espírito estará sendo submetido ao aprendizado da dor, aos estímulos impostos pelas necessidades físicas, às depurações da enfermidade e às limitações disciplinadoras da carne.

Tudo isso faz da reencarnação, em qualquer circunstância, um curso básico de vida que lhe agitará a consciência, preparando-o para o despertar da responsabilidade.

 

Foto ilustrativa: ayurveda.com.br