ESPIRITISMO – PROGRAMA TERCEIRA REVELAÇÃO – 57 RAUL TEIXEIRA – PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS

 

Publicado em 6 de nov de 2013

Entre 2004 e 2008 esteve no ar o Programa Terceira Revelação com o objetivo de divulgar o Espiritismo sem proselitismo, de forma séria, porém leve e agradável, com mensagens de amor, paz, consolação, e depoimentos emocionantes, divulgando a beleza e da lucidez da Doutrina Espírita através da televisão.

Apresentado pela jornalista Cláudia Brasil e direcionado ao público espírita e não-espírita, o programa trazia informações sempre baseadas nos livros de Allan Kardec com reportagens, notícias, entrevistas e quadros diversos em que a Doutrina Espírita era apresentada de forma atraente e moderna.

Produzido pela Federação Espírita Brasileira(FEB – http://www.febnet.org.br) e exibido pela TVCEI (www.tvcei.com, órgão de comunicação do Conselho Espírita Internacional, http://cei.spirite.org/pt) em formato de Talk-Show, além de reportagens, matérias especiais, divulgação de livros e quadros especiais, como “O Espiritismo Responde” e “Evangelho no Lar”, o programa trazia em cada edição um tema central, como, por exemplo, morte, reencarnação, esquecimento do passado, perda de entes queridos, caridade, sempre analisado à luz da Doutrina Espírita.

Os convidados selecionados eram trabalhadores notáveis do Movimento Espírita, e os debates foram destinados a estudiosos, pesquisadores, dirigentes de instituições espíritas, palestrantes, conferencistas, autores, etc.

Solicitamos a compreensão de todos em relação a alguns poucos vídeos cujas imagens estão com uma muito baixa resolução (mas com áudio perfeito), e alguns outros vídeos com pequenos trechos corrompidos, cujas imagens estão misturadas com imagens outros programas.

Saiba mais sobre a Doutrina Espírita
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina…

Principais organizações do Movimento Espírita:
O Conselho Espírita Internacional — CEI — http://www.intercei.com
Confederação Espírita Pan-Americana — CEPA – http://www.cepainfo.org
Federação Espírita Brasileira — FEB – http://www.febnet.org.br

Conheça a TV CEI – http://www.tvcei.com
Órgão de comunicação do Conselho Espírita internacional (CEI). Transmite programação espírita através da Internet e TV a Cabo. Operadoras que já transmitem a TV CEI: http://www.tvcei.com/satelite/home/op….

Conheça a TV Mundo Maior – http://www.tvmundomaior.com.br
Transmite 24 horas diárias de programação espírita através da Internet e do Satélite Brasilsat C2.

Conheça o Portal do Espírito
A Doutrina Espírita na Internet – http://www.espirito.org.br – Agrega um grande conjunto de informações sobre Espiritismo na Internet. Dedicado ao estudo da Doutrina Espírita e apoio a divulgadores e palestrantes. Livros, arquivos de áudio e vídeo para download.

Conheça o Programa Transição
A Doutrina Espírita na TV – http://www.kardec.tv/
Programas anteriores – assista on-line: http://www.kardec.tv/videos
Arquivos de áudio (MP3) para download: http://www.kardec.tv/audio

Conheça a Rádio Boa Nova http://www.radioboanova.com.br
Há mais de 50 anos levando programação de conteúdo espírita para todos os lares do Brasil e mais de 50 países.

Conheça o Instituto Chico Xavier:
http://www.chicoxavieruberaba.com.br/…

Saiba mais sobre Chico Xavier: http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Xa…

Entrevista Com Dora Incontri

DORA INCONTRI – A jornalista e escritora Dora Incontri que lançou no final de 1996 o livro Pestalozzi, Educação e Ética, e nos falou sobre as influências de Pestalozzi na obra da Allan Kardec. Segundo ela, a pedagogia de Kardec deve muito à de Pestalozzi seu professor. Incontri estava começando o doutorado na Universidade de São Paulo – USP com o tema “Pedagogia Espírita”, é autora dos livros: Educação na Nova Era e Estação Terra, além de livros de poesias. Dora também ministra o curso de Pedagogia Espírita, na Feesp.

P: – Qual a maior influência de Pestalozzi no então Professor Rivail?
R: – São várias. Eu não acho que tenha sido casual o fato de ele ser mestre de Kardec, acho que ele foi realmente um precursor do Espiritismo. Uma das coisas mais impressionantes que existe de relação de pensamento é a questão do conceito de religião, porque Pestalozzi já tinha o conceito espírita de religião, uma religião natural, sem hierarquias, sacerdócio, a religião como algo íntimo de homem. O próprio fato de Kadec ter sido um educador, deu à Doutrina Espírita um caráter pedagógico. Então a Doutrina Espírita é uma proposta acima de tudo pedagógica, de educação do espírito.

P: – E sobre a pedagogia de Kardec em relação a Pestalozzi?
R: – Eu tenho alguns textos inéditos em português da época em que Kardec era educador na França. No meu curso de pedagogia na Feesp eu passo alguns desses textos. E muito interessante, são textos dele como educador. Na minha tese inclusive eu pretendo observar a continuidade de pensamento Pestalozzi-Rivail-Kardec.

P: – A organização dos livros básicos da Codificação sofreu essa influência em que sentido?
R: – Em todos os sentidos. A forma que ele escrevia é uma forma didática. Antes de se dedicar ao Espiritismo ele escreveu muitas obras didáticas. A maneira de ensinar a Doutrina Espírita já é uma maneira bastante pedagógica. Outra influência é a síntese do conhecimento. Kardec foi realmente um educador. Como educador ele tinha uma visão de síntese do conhecimento. Se Kardec fosse apenas cientista, ou um filósofo, ou um sacerdote, ele teria destacado apenas aspectos específicos. Como educador ele ficou no equilíbrio da síntese, unindo todas as áreas do conhecimento.

P:- Como foram seus primeiros contatos com as idéias de Pestalozzi?
R: – Através do Espiritismo. Eu escrevi meu primeiro livro sobre educação quando tinha 21 anos de idade, ainda cursando a faculdade. Foi Educação na Nova Era, que lancei em 1984. Nesse livro já coloquei uma pequena pesquisa sobre Pestalozzi. Mandei vir alguns livros da Alemanha e fiz um capítulo sobre Pestalozzi, dizendo que para se formular uma pedagogia espírita teria que se buscar as raízes nele, pois Kardec foi seu discípulo e Pestalozzi foi um dos maiores educadores da humanidade.

P: – Como foi a pesquisa para escrever o livro?
R: – Fui à Europa duas vezes, falei com especialistas em Pestalozzi, peguei as obras dele em alemão, que são obras difíceis, escritas em alemão do século XVIII. O livro, na verdade, analisa o pensamento de Pestalozzi. No final tem uma antologia de textos dele, trazidos pela primeira vez para o português.

P:- Você já vem trabalhando com educação há muitos anos?
R: – Sim, esse livro é minha tese de mestrado em educação. Depois que eu terminei a faculdade comecei a escrever em jornais só sobre educação, mas vi que tinha que aprofundar no assunto e fui fazer mestrado na USP. Já naquela ocasião a minha intenção era fazer o mestrado sobre Pedagogia Espírita, mas não foi aceito. Então eu fiz um tema que tinha a ver com o assunto, que foi Pestalozzi. Agora consegui entrar para fazer o doutorado, onde estarei defendendo minha tese sobre Pedagogia Espírita.

P:- Por que existe essa barreira contra o tema?
R: – Preconceito. Muita gente acha que o Espiritismo é uma seita e não tem conteúdo filosófico para sustentar uma tese. Eles aceitam muitas vezes em estudo antropológico ou sociológico, que encara o Espiritismo apenas como movimento de massa, movimento religioso. Mas ao tomar o Espiritismo como uma filosofia para ser analisada, que é o que eu vou fazer, surgem os maiores preconceitos. Pouco a pouco nós vamos entrando nas universidades, mas o importante é não perder a caracterização espírita e deixar-se contaminar pelo discurso acadêmico.

P: – Que tipo de contaminação?
R: – Eu acho que o Espiritismo tem que se abrir para o diálogo com o conhecimento atual. Por exemplo, Herculano Pires sabia fazer essa ponte entre o conhecimento espírita e toda a história da filosofia, filosofia contemporânea, ele sabia muito bem unir as coisas sem perder a fidelidade a Kardec, às Obras Básicas, à Doutrina Espírita. Às vezes certas pessoas perdem por não resistir à pressão do meio acadêmico.

P: – Qual a necessidade e quais as características de uma pedagogia espírita?
R: – O Espiritismo tem de dar uma colaboração para transformar todas as áreas do conhecimento. Ele tem algo a acrescentar a todas elas. E no ramo da pedagogia, principalmente. As principais vertentes da pedagogia moderna, a idéia de que a criança aprende fazendo, são idéias que vem da tradição, platônica, russeauniana, pestalozziana. A mesma tradição em que se insere o Espiritismo. A essa tradição o Espiritismo acrescenta dados, outra visão de mundo que a pedagogia não tem, a visão da criança como um ser encarnado, como um ser transcendente, como um ser interexistencial, que é um ser espiritual. A pedagogia espírita pode alargar os horizontes da visão do homem. Não só educar para ser um cidadão, mas para seu desabrochar evolutivo.

P: – Como seria uma escola moldada nesse sistema?
R: – Em primeiro lugar qualquer escola teria que mudar completamente. O modelo tradicional de escola não serve mais. Isso todos, mesmo não espíritas, sabem. Crianças ficarem sentadas ouvindo professor falar, não serve mais. A escola espírita teria de ser revolucionária, mesmo dentro de um sistema tradicional. Acrescentando-se ainda a visão da criança como um ser responsável, que já traz uma bagagem, devendo ser estimulada em suas tendências inatas, em suas vocações. Nada de salas de aula tradicionais, mas através de passeios, laboratórios, como o próprio Pestalozzi fazia. Deveria também entrar a visão espírita do mundo, não seriam “aulas” de Espiritismo, como uma catequese, mas uma visão dentro da educação.

P: – O que seria diferente, por exemplo, no ensino de álgebra?
R: – Tudo deve partir da experiência e da observação, nada de maneira abstrata, de acordo com a necessidade de aplicação. Usando o exemplo da álgebra, existe uma escola aqui em São Paulo que faz projetos de engenharia, monta brinquedos, telégrafos, coisas que funcionam. Na montagem dessas coisas usam matemática, desenho industrial. A escola deveria ser toda direcionada para a ação. Aprende-se fazendo.

P: – E as avaliações, como seriam?
R: – É um absurdo toda essa maneira de se avaliar sobre conteúdos decorados. Avaliação tem que serem cima de trabalhos, de projetos, de produção, de criatividade, com uma análise do desenvolvimento do aluno, não simplesmente dando aquelas notas sobre conteúdos decorados. Isso não avalia ninguém. Em Yverdon não existia nota, recompensa, castigo. O que se propunha era justamente o contrário, o ensino mútuo, aqueles que se destacavam em determinado assunto ajudavam os outros.

via

Emile Munier, "O SALVAMENTO", 1894, óleo sobre tela, 187,3 x 101, 6 cm.

Vida e Valores (Abortamento e materialismo)

Vivemos num mundo de contradições.

O ser humano é profundamente contraditório. E é nesse mundo de contradições que precisamos aprender a viver e a encarar, nessa contradição humana, as buscas pelo acerto.

No mesmo momento que queremos tal coisa, já não queremos. Na mesma hora em que alguma coisa nos satisfaz, em outro momento já não nos satisfaz. E vamos vivendo assim.

Mas numa sociedade materialista, as contradições chegam a clímax bastante lamentáveis porque há momentos em que respeitamos a vida, há outros em que nós desprezamos a vida, em nome de uma lógica mundana, em nome de certos cuidados hipócritas.

É por causa disso que surgiu no mundo, há muito tempo, a chamada pena de morte.

Ora, a pena de morte é uma das coisas mais antigas da Humanidade.

Quando alguém não estava procedendo de acordo com a maioria ou com o desejo dos reis, dos príncipes, era condenado à morte por lanças, por espadas, por flechas, por incineração, afogados, as mais variadas formas de pena de morte foram impostas às criaturas.

O tempo foi passando e a pena de morte foi cedendo lugar à justiça, à lei, ao processo. Alguém que cometeu um erro contra a sociedade será julgado, por pessoas idôneas, socialmente falando.

Com o nascimento da lei, da organização social, tudo foi tomando um aspecto mais humano.

Mas, as contradições humanas continuaram a existir, porque a pena de morte não foi banida definitivamente do mundo, apenas foi tomando coloridos especiais.

Ficaram em alguns países as marcas da pena de morte propriamente dita: o paredão, a forca, a morte por tiro, por arma de fogo.

Temos exemplos de países árabes, temos exemplos da China, temos exemplos variados pelo mundo, onde a pena de morte propriamente dita ainda vigora.

Mas conhecemos a pena de morte chamada de eutanásia, a boa morte, como a palavra grega quer dizer: eu tânatus, eu é bom, boa, tânatus é morte.

Porque nós nos sentimos investidos de um sentimento de piedade e queremos diminuir o sofrimento dos outros ou atender a solicitação dos outros para diminuir seus sofrimentos. É a pena de morte imposta ao enfermo grave.

Conhecemos a pena de morte autoimposta. A criatura humana se impõe a pena de morte quando perpetra o suicídio. Sim, é pena de morte autoimposta.

Mas há uma forma de pena de morte, por todos os títulos, a mais covarde, o abortamento.

E, quantas vozes se levantam para defender o abortamento.

É curioso perceber que esse tipo de defesa é um desses paradoxos sociais na Terra, é uma dessas contradições, nas quais vive a criatura humana.

Por um lado as pessoas desejam ardentemente um filho, mas querem ter o direito de decidir qual dos filhos pode morrer, qual dos filhos será alijado, qual dos filhos será abortado.

Ajuntam-se argumentos políticos, econômicos, piedosos. Ajuntam-se argumentos materialistas, todos eles, para justificar que alguém tem o direito de matar alguém.

Se diz até, que é melhor o aborto formalizado do que as mulheres o perpetrarem aleatoriamente e correrem perigo de vida, como se no abortamento oficial, legal, onde ele exista, não haja perigo para as mulheres.

Abortar. Eis uma das contradições sociais.

Numa sociedade cristã, numa sociedade que ame a Deus, mesmo que ela não seja cristã, mas que ame a um Criador da vida, não haveria espaço ou não haverá espaço para o aborto.

* * *

É curioso notar, porém, como as pessoas arranjam argumentos na tentativa de justificar o aborto.

Quase sempre esses argumentos esbarram no direito da mulher, direitos sociais da mulher.

Outras vezes, esbarram nas justificativas de ordem econômica.

É lamentável perceber como a mente humana, às vezes é pobre para avaliar profundamente determinadas questões. Desde os tempos da Inglaterra de Malthus, quando ele propunha o controle da natalidade, afirmava que nascem as criaturas em dimensão maior do que se produzem alimentos no mundo.

Ele dizia que os alimentos são produzidos em progressões aritméticaa, progressões que se somam e que as pessoas nascem, a população nasce e cresce em dimensões, em proporções geométricas, se multiplicam.

E que chegaria o dia que não haveria comida para todos. Começava-se a plantar a ideia do abortamento na Inglaterra, na Europa, por conta das ideias de Malthus.

Mas as ideias malthuzianas perderam espaço quando se começou a produzir alimento no mundo em grandes proporções.

No entanto, na cabeça de muita gente, na mente de muita gente, o abortamento se justifica quando a criança vai nascer com problemas, o abortamento eugênico.

Contudo, dentro das Leis de Deus, há uma razão para que a criança nasça com aquela anomalia.

E se a criança perfeita precisa ser amada, deve ser cuidada, a criança com anomalia, com deficiência, mais ainda.

Mas existe o argumento da mulher que sofreu o estupro.

Essa tem direito a não querer o filho. Sim, ela tem direito a não querer o filho, ela só não tem direito de matar o filho.

Deixe esse filho nascer, entregue a uma pessoa, entregue a uma instituição, passe-o adiante, mas não suje as suas mãos com o sangue do seu próprio filho.

Ela sofreu violência sexual, imaginamos.

Mas o violento seduziu-a, usou-lhe o corpo, mas preservou-lhe a vida e ela, que se julga melhor do que ele, deseja matar o próprio filho. As contradições.

Daí então percebermos que não há necessidade de ninguém matar ninguém, muito menos o seu filho.

E quando pensamos nisso, alguém gritará:

Mas a mulher tem direito ao seu corpo.

É verdade. Ninguém negaria esse direito à mulher sobre seu próprio corpo.

Mas quando ela pratica o aborto, é sobre o corpo do filho que ela age, não é mais sobre o seu corpo.

Ela mata, ela arranca das entranhas o corpo do seu filho.

É certo que esse corpo dependia do dela, mas não era o dela.

Assim, não há justificativa para o abortamento.

Problemas econômicos?

Ora, caberia aos governos dar às pessoas, às sociedades, às comunidades, mais dignas condições de vida social: emprego, estudo, tudo isso para o que os cidadãos pagam seus impostos, tudo isso para o que a sociedade foi politicamente organizada.

Mas, não se justifica que se incentive a mulher fazer aborto porque o marido está desempregado, porque ela está desempregada.

Essa não é uma sociedade cristã, essa não é uma sociedade deísta, essa terá que ser uma sociedade materialista.

Por mais que as pessoas frequentem templos religiosos, elas não seguem, não entendem o que significa isto, elas têm comportamentos materialistas.

Óbvio que quando pensamos no abortamento, há uma única condição em que ele poderia ser aplaudido, ou admitido pela sociedade.

Os Seres Espirituais dizem que o médico, ao verificar que a vida da mãe corre perigo iminente, entre preservar a vida do feto e preservar a vida da mãe, decide por preservar a vida da mãe para que os outros filhos não fiquem órfãos e porque, à luz do Espírito, esse filho poderá voltar através dela mesma. Mas se matarmos a base, ele não poderá retornar por ela.

E dizem os Seres Espirituais: entre uma vida que já está existindo, participando, já tem compromissos e uma que ainda vai começar, nós ficamos com aquela que já está estabelecida.

Há que se pensar maduramente porque estamos impondo às mentes jovens, o mesmo critério para que elas tratem amanhã a todos nós que vamos envelhecer e nos tornaremos muitas vezes pesos sociais nas suas costas.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 148, apresentado por
Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em abril de 2008. Exibido pela NET,
Canal 20, Curitiba, no dia 28.06.2009.

Claude Monet, "JOGO DE CHÁ" 1872, óleo sobre tela, 53 x 72,5 cm.