VINTE SERVIÇOS QUE O ESPIRITISMO PODE FAZER POR VOCÊ

André Luiz

1- Integra você no conhecimento de sua posição e criatura eterna e responsável, diante da vida.

2- Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta.

3- Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte provando que ela não existe.

4- Revela-lhe o princípio da reencarnação, determinando o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais.
5- Confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo, mostrando a você que no instrumento físico nos reflete as condições ou necessidades do espírito.

6- Tranqüiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não somente os afetos, mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração.

7- Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da Presença Divina é a consciência.

8- Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa.

9- Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte.

10- Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados.

11- Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade.

12- Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão.

13- Concede-lhe o direito à fé raciocinada.

14- Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever.

15- Auxilia você a revisar e revalorizar os conceitos de trabalho e tempo.

16- Concede-lhe a certeza natural de que, se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios.

17- Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica.

18- Ensina você a considerar adversários por instrutores.

19- Explica-lhe que, por maiores sejam as suas dificuldades exteriores, intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação.

20- Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais.

Essas são vinte das muitas bênçãos que o Espiritismo realiza em nosso favor. Será curioso que cada de nós pergunte a si mesmo o que estamos nós a fazer por ele.

(Página recebida pelo médium Waldo Vieira, em 22-10-65, em Uberaba, Minas).
INFORMATIVO MENSAL CENTRO ESPÍRITA ISMÊNIA DE JESUS – DEZEMBRO DE 1999
Segue-me!

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Michael John Angel, The Artist's Model" 105 x 60 cm, óleo sobre tela.
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Perante o Corpo

Cultivar a higiene pessoal, sustentando o instrumento físico qual se ele fosse viver eternamente, preservando-se, assim, contra o suicídio indireto.

O corpo é o primeiro empréstimo recebido pelo Espírito trazido à carne.

Precatar-se contra tóxicos, narcóticos, alcoólicos, e contra o uso demasiado de drogas que viciem a composição fisiológica natural do organismo.

Existem venenos que agem gota a gota.

Conduzir-se de modo a não exceder-se em atitudes superiores à própria resistência, nem confiar-se a intempestivas manifestações emocionais, que criam calamitosas depressões.

O abuso das energias corpóreas também provoca suicídio lento.

Distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-la contra os desvios suscetíveis de corrompê-la.

O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma.

Fugir de alimentar-se em excesso e evitar a ingestão sistemática de condimentos e excitantes, buscando tomar as refeições com calma e serenidade.

Grande número de criaturas humanas deixa prematuramente o Plano Terrestre pelos erros do estômago.

Sempre que lhe seja possível, respirar o ar livre, tomar banhos de água pura e receber o sol farto, vestindo-se com decência e limpeza, sem, contudo, prender-se à adoração do próprio corpo.

Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar.

Por motivo algum, desprezar o vaso corpóreo de que dispõe, por mais torturado que ele seja.

Na Terra, cada Espírito recebe o corpo de que precisa.

“Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” – Paulo. (I Coríntios, 6:20.)

Waldo Vieira. Da obra: Conduta Espírita. Ditado pelo Espírito André Luiz.

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William Adolph Bouguereau "MULHER COM MARISCO", 1885, óleo sobre tela

Casamento e Divórcio

Divórcio, edificação adiada, resto a pagar no balanço do espírito devedor. Isso geralmente porque um dos cônjuges, sócio na firma do casamento, veio a esquecer que os direitos na instituição doméstica somam deveres iguais.

A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, definindo responsabilidades e entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.

Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, combinam encontro ou reencontro no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo, programa de obrigações regenerativas.

Reincorporados, porém, na veste física, se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos da convenção social humana ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial, quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.

Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.

Esposo e esposa reconhecem para logo que não são os donos exclusivos da empresa. Sogro e sogra, cunhados e tutores consangüíneos são também sócios comanditários, cobrando os juros do capital afetivo que emprestaram, e os filhos vão aparecendo na feição de interessados no ajuste, reclamando cotas de sacrifício.

O tempo que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido entre deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quanto mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimento de valores substanciais em favor do mundo e da vida do espírito.

Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflição e lágrimas.

Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um consórcio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.

Divulguemos o princípio da reencarnação e da responsabilidade individual para que os lares formados atendam à missão a que se destinam.

Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.

Waldo Vieira. Da obra: Sol nas Almas. Ditado pelo Espírito André Luiz.

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Claude Joseph Bail
Claude Joseph Bail "GAROTO COZINHEIRO" óleo s/tela, 73.5 x 61 cm.