Chico Xavier – Apóstolo da Verdade

Ricardo Tavares Baraviera.

Muitos, pela história, fizeram (e fazem) da mediunidade uma forma de mistificação. Por meio de predições vazias e ilícitas, iludiram, sem distinção, de pobres a reis, tornando útil e necessária a proibição imposta por Moisés ao seu exercício. Contudo, tal proibição tem o mesmo caráter da que impediu o consumo de carne bovina provinda da Inglaterra à época da “doença da vaca louca”. Cessado o problema, a carne inglesa voltou a ser exportada. Da mesma forma, há muito a restrição mosaica perdeu sua razão.

E que prova maior pode haver que a missão de Chico Xavier? Além da humildade demonstrada desde a tenra idade, a partir do desenvolvimento dos dons mediúnicos, Chico Xavier foi dos mais disciplinados seguidores dos ensinamentos do Cristo, apagando dúvidas ainda disseminadas de que a mediunidade seria contrária ao Evangelho do Mestre Nazareno. Basta pegar, ao acaso, sem idéias preconcebidas, qualquer uma das obras psicográficas de Chico, para verificar a presença da essência Cristã. Se não é possível servir a mais de um senhor, como ensinou Jesus, evidencia-se o Senhor a quem Chico se reportava.

Chico Xavier transcendeu o Espiritismo e, mesmo, qualquer das demais religiões, angariando admiradores por todas as partes, como é usual ao verdadeiro seguidor de Deus. Com sua obra psicográfica, deu continuidade à Codificação Kardequiana, ampliando o conhecimento Espírita. Seu desencarne gera saudades profundas, mas, como aprendemos em seus livros, a partida é apenas a viagem a nossa verdadeira morada, enquanto a vida encarnada é um átimo na evolução. Sem o corpo decrépito lhe era um obstáculo, Chico Xavier pode continuar sua obra caritática por todas as partes, sem limites. Que Deus o Abençoe no novo mister.

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Como despertar?

Ao acordar, temos a primeira higiene do dia. O rosto, os dentes, o banho. E o espírito? Durante o sono, o espírito desprende-se parcialmente do corpo, e atinge planos diversos. Genericamente, os que buscam o aperfeiçoamento, encontram os anjos guardiões, ouvindo conselhos e angariando forças e incentivo para o dia seguinte. Os que se comprazem em prazeres terrestres, encontram-se com espíritos que buscam emoções semelhantes.
Pois então, que dizer do despertar? Como as mães sabiamente ensinam, devemos orar, pedindo proteção para o dia que segue. Os conselhos de nossos mentores, quando voltamos à carne, entram em zona de esquecimento, mas perduram na mente como intuição. Assim, se oramos pela manhã, reavivamos a palestra noturna, ainda que sem consciência disso, e mantemos a proximidade com os protetores. Mas, se não rezamos, logo a mente se turva com os problemas, e o esforço da noite se perde. Os conselhos fenecem, imersos nas vicissitudes terrenas.
Por isso, além da higiene do corpo, ao levantarmos, devemos fazer a primeira higiene do espírito, que, na verdade, nada mais é que manter a limpeza que a noite trouxe, libertando a alma das nódoas dos maus pensamentos.
Àqueles que, durante a vigília, estiveram envolvidos com almas menos felizes, a oração da manhã, ao invés da lembrança, é uma forma de apagar a noite e buscar a aproximação com o espírito protetor.
O período matutino nos reserva a primeira refeição, que repõe a energia necessária ao trabalho. O espírito também se alimenta, não da água do mundo, mas da fonte que não seca, dos mananciais celestes. É pela oração que recebemos fluidos divinos que fortalecem e purificam.
Oremos sempre, mas especialmente nas manhãs, para que o dia seja repleto da harmonia divina.

Ricardo Tavares Baraviera